sábado, 28 de outubro de 2023

ESCOLAS REUNIDAS E GRUPO ESCOLAR LUIZ GONZAGA




Em 1924 foi criada a primeira escola pública.


O decreto n 242 de 11 de junho de 1924 criou uma escola rudimentar mista na povoação. A população continuou a aumentar e em 1931, pelo decreto 52 de 12 de fevereiro do mesmo ano foi criada uma escola rudimentar. A prefeitura de Macau em cooperação com o governo do Estado construiu um prédio para as Escolas Reunidas, o qual foi solenemente inaugurado em 12/08/1934.A baixo a foto da inauguração do Grupo Escolar de Pendências



                                                      Diário de Pernambuco, 1934.



As Escolas Reunidas foram pela lei nº 206 de 1949 elevadas a categoria de Grupo Escolar e em 1950 a lei nº 2006 de 19 de agosto deu ao referido estabelecimento de ensino a denominação de Luiz Gonzaga. (O POTI, 28/02/1956, p.3).


O patrono do Grupo Escolar Luiz Gonzaga Bezerra Lima, nasceu em Bananeiras,no estado da Paraiba em 25/11/1883, sendo filho de Emidio dos Santos Bezerra e d. Ana Marcionila das Virgens.Seus pais eram pobres e por esta razão não puderam dar a Luiz Gonzaga instrução desenvolvida, limitando seus conhecimentos ao estudo de primeiras letras.
Não obstante o seu atraso intelectual, escreveu o escritor Manoel Rodrigues de Melo, era inteligente, perspicaz, industrioso, concebendo planos extraordinários em relação ao meio e as suas possibilidades econômicas.Veio de Bananeiras muito jovem para Macau onde se dedicou ao comercio, a agricultura e a criação e graças a sua grande capacidade de trabalho e dos seus esforços conseguiu acumular regular fortuna.
Em 1900 se casou com dona Julia Maria da Conceição e desse consórcio houve 3 filhas. ficando viúvo, casou-se segunda vez com dona Carolina Bernardo Lima em 13/03/1909, havendo desse casamento 8 filhos.
Como político acompanhou os chefes governistas de Macau, recebendo de todos eles, sempre muita consideração.Ocupou por mais de uma vez o cargo de delegado de policia, portando-se com prudência e agindo sempre dentro da lei.Isto não impedia que usasse energia quando se fizesse preciso assim praticar.
Em 1915 transferiu sua residência para Pendencias continuando a exercer suas atividades comerciais agrícolas e pastoris. Nessa povoação foi que se fez sentir a sua benéfica atuação em favor do progresso da localidade onde empreendeu a construção do mercado público e a realização desse melhoramento de grande alcance econômico muito contribuiu para o desenvolvimento do então povoado. Incentivado pelo exemplo progressista de Luiz Gonzaga, muitos foram os que vieram a fixar residência em Pendencias, construindo casas residenciais e concorrendo para que dentro de alguns anos a localidade se tornasse um dos núcleos mais comerciais dos baixo Açu.

Luiz Gonzaga foi, segundo Manoel Rodrigues de Melo, um homem que viu longe o futuro de Pendências. A construção do mercado, pois, só ai confirma a previsão do grande lidador desaparecido que morreu sem gozar os proveitos da obra que com tanto sacrifício edificou. Luiz Gonzaga foi inegavelmente um dos elementos que muito trabalhou pelo progresso material de Pendências. Faleceu em 01/11/1934.

A CAPELA DE SÃO JOÃO BATISTA DE PENDÊNCIAS




Félix Rodrigues manda construir a Capela de São João Batista, o principal motivo para ereção da capela: o crescimento da população da Fazenda Pendências e a piedade de seus proprietários. A ideia partiu do humilde vigário de então, que queria facilitar aquela boa gente o culto católico. Aceita por toda população, tal ideia foi colocada em prática sendo as obra custeadas quase exclusivamente por Félix Rodrigues e seu filho João Macário Rodrigues Ferreira tendo contado com as generosas contribuições de outros moradores como o Sr. Manoel Barbosa de Medeiros. A licença para início da obra foi concedida pelo Sr. Bispo da Paraíba, D. Adauto Aurélio de Miranda Henrique, em 24 de setembro de 1894. Não se sabe a data da primeira pedra, todavia consta em data de 08 de abril de 1901, no Livro de Provisões da Secretaria do Bispado da Paraíba a licença para sua benção a pedido do vigário de Macau Pe. Vicente Giffoni. No entanto já de muito antes ali se celebrava o Santo Sacrifício.

A Imagem Primitiva de São João Batista – doada por Félix Rodrigues Ferreira.

provisão de licença para a edificação de uma capela em Pendências, então distrito de Macau, tendo por orago São João Batista foi dada pelo então bispo diocesano, Dom Adauto de Miranda Henriques, em 18/09/1894 quando era vigário da paróquia de Macau o monsenhor Francisco de Assis e Albuquerque.
Em 07/01/1895 foi dado o assentamento da pedra fundamental de construção da Capela.

O mesmo bispo Dom Adauto concedeu licença para a benção da capela, provisão datada de 08/04/1901, quando já era vigário da freguesia o Pe. Vicente Giffoni ainda o mesmo bispo concedeu licença para a benção da imagem de São João Batista em 25/06/1907, sendo vigário de Macau o Monsenhor Joaquim Honório da Silveira.

Em 07/01/1895 já estava concluída, marcando ali decisivamente o inicio do seu progresso e de sua evolução.

Em 1945 a Capela de São João Batista foram concluídos os serviços de restauração para comemorar o cinquentenário do lugar. Era considerada uma das melhores da diocese de Natal pela imponência e solidez.

FAMÍLIA FERREIRA - FUNDADORES DE MACAU, PENDÊNCIAS E ALTO DO RODRIGUES

 

Família Ferreira- A família do português Manoel Rodrigues Ferreira foram os primeiros habitantes em Pendências depois da conquista do município com a expulsão dos índios. Manoel Rodrigues fixou residência nas terras desbravadas com sua esposa D. Isabel Rodrigues Ferreira. Tiveram quatro filhos: Joaquim Rodrigues Ferreira, Félix Rodrigues Ferreira, Manoel Rodrigues Filho e Maria do Carmo Rodrigues, que se casou com o patriarca Manoel Carlos de Melo. 

Sendo MANOEL RODRIGUES FERREIRA, vindo fugido das enchentes, que tomaram as terras amangao, ilha dos navegantes, vindo juntamente com outros a vir residir na atual Macau e após vir ser morador do Sítio Boa Vista, na propriedade do Português José Fernandes ainda quando Boa vista pertencia a Macau.

FELIX RODRIGUES FERREIRA, Félix Rodrigues Ferreira fixou residência do meio, onde construiu em 1860 a primeira residência da família Rodrigues Ferreira na região, onde sua esposa Maria Joaquina de Melo(dona Cota) auxiliada por uma escrava Cecilia plantou tamarineira(1961) em solo bastante fértil. Feliz foi o criador da Casa Grande, que determinou em suas festas tradicionais festas de São João Batista. 

JOAQUIM RODRIGUES FERREIRA, foi morar no sitio Alto do Rodrigues, casado com Generosa Rodrigues da Silveira. Onde ao redor do seu casarão foram construídas, casas e fundada  a  cidade de Alto do Rodrigues.



sexta-feira, 27 de outubro de 2023

A CASA GRANDE DE FELIX RODRIGUES

 
A casa grande de Felix Rodrigues Ferreira foi  a primeira edificação residencial do Município de pendências, construída em 1961, em taipa e telha, e após tornando-se de alvenaria. Existia na mesma currais de gado, senzala e um salão para novenas de São João Batista e outras festas religiosas. Abaixo foto antiga. hoje a casa esta desmoronada.


foto da net

A TAMARINEIRA CENTENÁRIA

 A tamarineira Centenária foi plantada no ano de 1881 pela 1ª esposa de Felix. Dona Maria Joaquina de Melo (dona cota) com ajuda de sua escrava Cicilina Maria de Oliveira, e logo após passou a ser chamada Mae Celina, gesto de  respeito. bem como,  devido seus dotes como parteira.
foto: Mangnos Marques

MEMORIAL DIRIGIDO À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PARA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PENDÊNCIAS

 

MEMORIAL

Dirigido à Assembleia Legislativa do Estado pelo povo de Pendências, pleiteando a elevação da Vila do mesmo nome, á categoria de Cidade.

 

(N. da R.) O presente Memorial foi escrito pelo nosso companheiro de redação,

Manuel Rodrigues de Melo um dos pioneiros do movimento de emancipação da vila de Pendências. Como baluarte daquele movimento é de justiça salientar os nomes do Coronel Pedro Alves de Medeiros, do deputado Hélio Dantas do Sr. Leônidas Medeiros que, ao lado do autor desse documento tudo fizeram para ver realizadas as palpitações do povo de Pendências. O Memorial de Pendências que provocou debates tão acalorados nas Assembleias Legislativa do Estado recebeu o apoio integral da bancada do Partido Social Progressista, nos dois turnos da batalha parlamentar, e do Partido Social Democrático no      segundo turno, que lhe deu, incontestavelmente, a vitória definitiva. Votaram ainda os deputados José Nicodemos e Ramiro Pereira, do P. T. B. e Alfredo Mesquita Filho, dissidente do P. S. T. O Memorial está assinado por mais d mil quinhentas pessoas cujos nomes deixamos de publicar pó falta de espaço.

 

Exmo Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado.

         Senhores Deputados

         O Povo de Pendências, pelas suas figuras mais representativas, comerciantes, agricultores, criadores; pelas suas famílias, pobres, médias e ricas; pelos seus operários de todas as condições, trabalhadores de rua, homens do eito, carreiros, tropeiros, motoristas e ajudantes de caminhão, carregadores d’água, vendedores de lenha, por todas as classes que representam realmente as forças produtoras do Distrito e ainda pela juventude das escolas públicas e Particulares que representa o futuro desta terra, vem pelo presente Memorial, expor a Vv. Excian o seguinte: ---

 

HISTÓRIA

         Historicamente, Pendências têm o seu nome ligado as lutas mais importantes da Capitania, quando as bandeias paulistas baianas, fazendo pressão sobre as tribos do sertão do Açu, eram muitas vezes destroçadas pela tenacidade e violência dos índios janduís e seus aliados, Ernesto Ennes, (1) historiador português e o brasileiro Afonso Taunay (2) são as maiores autoridades nessa questão.

 

RAZÕES DO TOPONIMO PENDÊNCIAS

 

         A palavra Pendências, dominante em todos os documentos da colonização, teve ali emprego especial, passando imediatamente ao sítio em que mais ferozes se tornaram as lutas entre colonizadores e indígenas, conforme documento do tempo:

 

“Senhor Capitão Mór e Governador. Dix o

Capitão Francisco da Costa Teixeira que para

Bem de sua justiça lhe é necessário o translado de

Uma data do sitio Curralinho da Praia da Ribeira

Do Açu que pega da Lagoa chamada as Pendências

Para baixo, cuja data tirou o defunto

 Meu Pai o Sargento Mór José de Morais Navarro.

Pede a vossa Mercê seja servido mandar-lhe

Dar o translado da dita data. E Receberá Mercê “(3);”

       

         Esse documento é de 1712, mostrando, portanto a ancianidade do topônimo em questão plenamente atual nos dias de hoje, daí porque se torna imperiosa a sua manutenção.

         A localização do topônimo ao lado direito do rio Açu, despertou desde logo a atenção do bandeirante José de Morais Navarro, Sargento Mór de um dos Terços dos Paulistas que o reergueu ao Capitão-Mor e Governador da Capitania, em paga dos relevantes serviços prestados a El - Rei nas guerras travadas contra os índios do Açu, quinze anos antes do documento referido.

 

CASA GRANDE E CAPELA

 

         Em 1861 foi construída a Casa Grande, de Félix Rodrigues Ferreira, que determinou, com as suas tradicionais festas de São João, a construção da Capela dedicada ao Mesmo santo, em 1895. Estes são os começos da povoação, hoje Vila de Pendências. Com o aumento da população edificação da primeira “rua” foi se desenvolvendo a Vila Manauense.

 

MERCADO PÚBLICO

        

         Em 1925, um homem de visão, Luis Gonzaga Bezerra Lima, construiu o atual Mercado Público, numa das mais belas praças do lugar. E a povoação foi crescendo cada vez mais.

 BARRAGEM E GRUPO ESCOLAR

         Na Interventor ia Mário Câmara, graças ao trabalho de Tristão Cisneiro de Góis, junto ao Interventor, seu grande amigo, foram construídos dois grandes melhoramentos: A barragem da Pendência de Cima e o prédio das Escolas Reunidas, transformadas em Grupo Escolar, no Governo José Varela. (4) Graças ao trabalho e esforço dos seus habitantes e dos Governos do Município e do estado, possui a vila atualmente os seguintes melhoramentos:

 

I – Igreja

II – Mercado

III – Cemitério

IV – Grupo escolar

V – Escola Rural

VI – Agencia do Correio

VII – Telefone e Morse

VII – Agencia de rendas estaduais

IX – Cartório

X – Luz Elétrica

 

         A Constituição estadual, de 25 de novembro de 1947, Título V – Do município – Capítulo I – Organização do município, tratando da criação de novos municípios exige no seu Art. 74, o seguinte:

 

I – População mínima de 10.000 habitantes.

II – Receita tributária anual mínima de 50.000 cruzeiros.

III – Existência, na sede, de cem moradias pelo menos, alem de prédio adaptável ao funcionamento da Prefeitura.

IV – Mercado, Matadouro, açougue e cemitério.

 

         A vila de Pendências, pela demonstração feita no primeiro quadro deste Memorial, está perfeitamente enquadrada nas exigências constitucionais.

         Senão Vejamos:

 

I – População

 

         A população do Distrito, segundo o Recenseamento de 1950, é de 8.294 habitantes, sendo 4.069 homens e 4.225 mulheres. Esses algarismos distribuem – se por todo o Distrito do seguinte modo: - Quadro urbano, 190 homens e 266 mulheres; Quadro Suburbano, 757 homes e 820 mulheres; Quadro Rural, 3.122 homens e 3.139 mulheres (5) Durante esses três anos que nos separam do recenseamento de 1950 é lógico admitir-se que a população de Pendências, aumentou para mais de 10.000 em virtude da grande e extraordinária fecundidade do nosso povo, demonstrada pelo enorme crescimento da população do Brasil, especialmente na grande área do nordeste brasileiro onde as famílias são invariavelmente numerosas graças a sua enorme capacidade procriadora.

 

II – Receita      

 

         A receita do Distrito, mesmo nos anos maus, tem mantido invariavelmente um Standard que sobrepuja as exigências da constituição Estadual. Para documentar o nosso ponto de vista citaremos apenas o qüinqüênio de 1947 a 1951:

 

1947........................................ 54.365,80

1948........................................ 73.504,00

1949........................................ 79.055,20

1950........................................ 72.390,90

1951........................................ 60.272,20

                                               __________

                                               339.588,10

 

        Além dos tributos cobrados pela sede do município naquele Distrito, deve se levada em conta a grande contribuição de Pendências para o Tesouro do Estado.

        Vejamos por exemplo, o quadro de receitas estadual no mesmo qüinqüênio:

 

1947..................................... 67.485,00

1948..................................... 123.947,10

1949..................................... 109.821,80

1950..................................... 129.412,20

1951..................................... 163.120,30

                                             ___________

                                                593.786,40

    

        Dificuldades causadas na busca de dados sobre a arrecadação da União, neste Distrito, obrigam-nos a silenciar esse aspecto de sua vida econômico e financeiro que viria sem dúvida provar a sociedade o grande poder econômico do Distrito e as grandes possibilidades que ele realmente apresenta para o futuro.

         Mas os números acima falam bem alto do potencial econômico que ele representa.

        Lembramos, de passagem, que os algarismos acima poderão ser sensivelmente aumentados desde que seja criado um aparelho arrecadador á altura das necessidades locais.    

 

III – Cem Moradias

 

        O número III dispõe que para a criação do novo município será preciso que Distrito Candidata a essa distinção tenha pelo menos “cem moradias”, além de prédio adaptável ao funcionamento da Prefeitura.

        Ora, ainda sob esse aspecto, Pendências está não só dentro dos preceitos legais, como até o sobreexedente a essas exigências quatro ou cinco vezes mais.

       O número de casas existentes no Distrito, compreendendo a zona urbana, suburbana e rural é de 1.038. As habitações existentes na Vila se elevam a mais de 500.

 

V – Mercado, matadouro, açougue e cemitério 

 

        O mercado de Pendências é, sem contestação, um dos melhores e mais amplos do Estado. Construindo em 1925 por Luis Gonzaga Bezerra de Lima, mantém inalteráveis as linhas arquitetônicas da planta primitiva, não obstante os melhoramentos internos realizados posteriormente pelos prefeitos João Fernandes de Melo e Albino Gonçalves de Melo. O cemitério Construído, graças à ação apostólica de Frei Caetano Benvenutti, quando ali esteve em 1905, recebeu o concurso da população local, e de modo especial, de Manuel Alves Barboza de Medeiros, doador do terreno em que está localizado.

           Ultimamente, graças ao trabalho do prefeito Albino Gonçalves de Melo, foi o mesmo ampliado, satisfazendo plenamente as necessidades da população.

           É de lamentar apenas que os Prefeitos do município não se tenham ainda advertindo da necessidade da construção do matadouro numa Vila cujos Foros de civilização podem ser confrontados com os das mais importantes cidades do Estado.

 

OUTROS FATORES DE PROGRESSO

 

           As propriedades agrícolas sobem ao montante de 625. As fazendas de gado vão além de 51. Descaroçadores de algodão são inúmeros. As casas comerciais, inclusive escritórios e armazéns grossistas sobem a mais de 60. As escolas públicas, estaduais, municipais e cursos de alfabetização de adultos atingem a 26. A população escolar é de 973 crianças em rodo o distrito. Além da Igreja da Vila funcionam mais duas capelas, todas pertencentes ao culto católico. Afora o cemitério a Vila propriamente dita possui o distrito dois outros cemitérios na zona rural.

  

INDÚSTRIA, AGRICULTURA E COMÉRCIO

 

         O Distrito de Pendências é a zona agrícola por excelência do município de Macau. Estendido á margem direita do rio Açu possui o distrito excelentes terras de aluvião onde prospera o algodoeiro, multiplicando as colheitas. Ali se ergue quantidade inumerável a carnaubeira cuja influencia, na construção da casa do varziano na preparação de móveis e utensílios caseiros e de uso doméstico, é de todos conhecida, sem falar no alto valor econômico do seu principal produto: a cera.

         A batata doce, o feijão de corda, o melão, a melancia, o arroz, o jerimu tem nas terras do distrito o seu habitat preferido.

 

PEIXE

 

         A barragem da Pendência de cima é digna de menção pela grande quantidade de peixe ali apanhado por ocasião das safras desse produto. Um pequeno trabalho de limpeza, destocamento, escavação da mesma com o respectivo concerto da parede daria margem a um grande viveiro de peixe capaz de abastecer todo o distrito.

 

TERRENOS DE ARISCO

 

         O distrito possui ótimos terrenos de arisco que se adaptam perfeitamente ás ligeiras culturas como feijão, milho, jerimum, agave, algodão. Há lugares que se adaptam magnificamente á construção de um ou dois grandes açudes, barragens, etc.

 

TERRENOS DE SALINA

 

         Na zona norte – leste do distrito estende-se os terrenos de salina, pertencentes a moradores residentes no distrito que vem desde tempos imemoriais.

         As salinas do Moreira, das Barreiras, Aroeiras, Espinheiro, etc. todas ficam dentro do distrito de Pendências.   

 

POVOAÇÕES

 

         O distrito de Pendências é atualmente, o mais importante do estado. Anfiloquio Câmara, (6) com a autoridade que lhe assiste, nesses assuntos, estudando em 1944, os povoados do Rio Grande do Norte, dava a Pendências, então Independência, quatro povoações: - Alto do Rodrigues, Bamburral, Estreito, Tabatinga. Hoje esses povoados acrescidos de outros como Pedrinhas, Porto do Carão, Ilha de São Francisco, Boa Vista, estão desenvolvidos, merecendo por isso sua transformação em novas Vilas e distritos.

 

LIMITES NATURAIS

 

         Há um erro na política brasileira que tem ferido de morte as instituições. O município tem sido uma das mais atingidas por esse erro. Queremos nos referir ao se fazer predominar o “fato político” sobre o “fato natural”.

         Na criação dos municípios o que tem prevalecido infelizmente é o interesse político, relegando-se a plano secundário as condições ecológicas naturais de cada unidade municipal.

         Sejamos claros e tentemos um exemplo.

         Abordaremos, tão somente, a situação do Distrito de Pendências. Mata virgem, morada de índios e de feras, passou a ser batida de 1812 em diante por botas de bandeirantes em luta com os índios.

         Daí surgiram as “Pendências” que determinaram o nome Lagoa, hoje dos “Medeiros”. Fazenda de gado, em 1861 construiu Felix Rodrigues Ferreira a Casa Grande, onde festejava todos os anos as novenas de São João Batista. A Casa Grande, com o progresso do seu dono determinou a Capela. Esta fez surgir à primeira “rua” em forma de L. A “rua” sugeriu a primeira “feira” localizada no quadro de São João, de onde saiu em 1925 para o atual Mercado.

         Numa distancia de poucos quilômetros, à medida que OFICINAS, ROSÁRIO e PORTO DO CARÃO, regrediam comercialmente, PENDÊNCIAS evoluía, aumentando o número de casas, residências e também de comercio.

          Vários fatos determinaram a nosso ver, a ascendência total de Pendências sobre os três agrupamentos vizinhos: 1º.  – o aterramento do rio do Porto do Carão, extinguindo o comercio de mercadorias e passageiros para Macau e vice – versa; 2º. – O aparecimento do automóvel, possibilitando o intercambio entre Pendências, Macau, Açu e as demais do Estado; 3º.  – A feira dinamizando as transações comerciais e atraindo vendedores e compradores de todos os feitios; 4º. – as inundações do rio Açu, desbaratando, vez por outra, as casas nos tabuleiros de Pendências.

         Diminuídas sensivelmente as relações marítimas entre a cidade de Macau e o Porto do Carão, ao mesmo tempo dificultadas as comunicações da cidade do Açu com o baixo vale pela distancia que separa esses lugares, das sedes municipais, logicamente as populações do baixo Açu, da Ilha de São Francisco, de Pedrinhas e do Porto do Carão se encaminhariam para a povoação de Pendências, não só para fazer as suas compras                                                                       no meio da semana, como para a feira aos domingos,  muito especialmente para as três festas do ano – Natal, Ano e Reis, como para casar  batiza os filhos, servir os padrinhos,assistir.

 

Continua...

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